RÉU CONDENADO A 6 ANOS E 8 MESES DE RECLUSÃO EM JÚRI POPULAR EM CAFELÂNDIA

RÉU CONDENADO A 6 ANOS E 8 MESES DE RECLUSÃO EM JÚRI POPULAR EM CAFELÂNDIA 

O Júri popular ocorrido nesta quarta-feira, 08 de abril acabou condenando o réu Rodrigo Domingos da Silva a 6 anos e 8 meses de reclusão.

Entenda os fatos:

A tentativa de homicídio ocorrida no dia 03 de janeiro de 2022 ocorreu próximo ao rio Jesuítas (entre Nova Aurora e Iracema) em uma residência que fica às margens do rio que pertence ao um tio da vítima Leonardo Batista Mariano lavou 3 tiros de revólver calibre 38 na cabeça e face, ele foi socorrido e encaminhado ao hospital Dr. Aurélio em Nova Aurora onde foi socorrido e transferido para Cascavel onde permaneceu internado e sobreviveu aos ferimentos mas segundo laudos médicos acabou ficando com algumas sequelas, como dificuldade de andar e memória.

O ministério público defendeu a condenação alegando que não houve legítima defesa, já que não foram encontradas a alegação da vítima estar armada com arma branca.

A DEFESA DO RÉU:
A defesa do réu do escritório do De. Claudinei Xavier e sua equipe de Nova Aurora alegaram legítima defesa e defesa da honra de outrem.
Tudo começou na noite do dia 31 de dezembro de 2021 quando o réu e a esposa deixaram sua filha de 3 anos dormir no sítio com a avó materna e seu amásio (a vítima), já que segundo os pais no sítio estavam pessoas conhecidas e lúcidas, já no dia 2, (um domingo) eles tentaram contato com os pais e não tiveram resposta foi então que se deslocaram ao sítio para buscar a filha que tem problemas por ter nascido com vários problemas de formação física.

Chegaram por volta do meio-dia e voltaram pra casa por volta das 15 hs, percebendo que a filha estava com comportamento estranho, mas acabou dormindo durante a viagem, no final da tarde quando acordou reclamou de dores nas partes íntimas, indagada disse que o vovô, (vítima Leonardo) havia mexido e apareceram hematomas, de imediato os pais procuraram ajuda da polícia e conselho tutelar que registraram um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável e iniciaram os protocolos com encaminhamento para avaliação médica que conformou as lesões, isso na segunda feira dia 2 de janeiro.

Ainda na noite do dia 2 os pais da menina foram até o sítio para esclarecer os fatos, o pai alegando saber que a vítima poderia estar armada com faca já que estavam pescando e fazia uso habitual de canivete e o tio dele também ter arma de fogo para proteção da propriedade, acabou levando junto um revólver calibre 38 que segundo ele foi herança de seu pai 

Quando chegaram ao local foram até as margens do rio e depois por volta das 02:30 hs da madrugada subiram para a casa onde segundo o réu a vítima fez menção de puxar algo da cintura foi quando efetuou os disparos.

O réu estava respondendo em liberdade e já tinha outras passagens pela polícia o que pode ter sido o agravante na condenação de 6 anos e 8 meses, com pena reduzida.

A vítima que respondia pelo estupro de vulnerável acabou sendo absolvido em março de 2025 por falta de provas, segundo os pais da criança na época o exame do IML só teria sido feito 11 dias depois do ocorrido e que já estavam tratando a criança o que pode ter influenciado no resultado.

São informações que foram colocados pela acusação e defesa durante o júri popular em Cafelândia.
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